quinta-feira, 5 de novembro de 2009


Aonde ficou a cor-de-mel dos grandes olhos teus naquela noite de Inverno. No mesmo locakl que fica além da minha imaginação. Imprevisivel. O maço cinzento prateado brilha conforme candeeiro que ilumina o banco de jardim, cansado e gasto como o relógio. Se o telefone toca, os meus ouvidos não ouvem. Eles estão longe, longe do silêncio que insiste em rangir na minha cabeça. Ferozmente o sinto. Vazio e sombrio. Uma brisa inofenciva pinta a tela negra do meu instinto. Percorro a mão pela madeixa dourada do leve cabelo. Sinto-me. Hoje sou eu, amanhã um outro alguém.